A estenose de carótida é um estreitamento da artéria que leva sangue do coração para o cérebro e é a terceira maior causa de acidente vascular cerebral (AVC) no mundo. Só no Brasil, a cada seis segundos, uma pessoa sofre um AVC, segundo dados do Ministério da Saúde, acarretando mais de cem mil mortes por ano. Sem sinais no estágio inicial, a doença pode levar à incapacidade de movimentos em um dos lados do corpo e à perda súbita de visão, sendo mais comum em homens.
Os primeiros sintomas começam a surgir, geralmente, quando a carótida está com mais de 70% de estreitamento. Nesses casos, pequenos pedaços das placas de gordura, ou pequenos coágulos, podem se soltar e, ao transitarem na corrente sanguínea, bloquear uma artéria intracraniana e acarretar na perda momentânea da visão, força em um braço ou perna, dificuldade de fala e desmaio. Se os sintomas regredirem em até 24 horas, falamos em ataque isquêmico transitório.
Um derrame pode ocorrer logo após o ataque isquêmico ou tempos depois, por isso, esses indícios devem servir de alerta para uma consulta médica com urgência. Segundo o cirurgião vascular do Centro Integrado de Angiologia - ANGIOMEDI, Antônio Carlos de Souza, com a procura rápida por um centro especializado pode-se desobstruir a artéria e reverter o quadro. “Neste caso tempo é fundamental. Nos casos de detecção de placas nas artérias carótidas, existem critérios para o tratamento que devem ser analisados individualmente pelo cirurgião vascular”, explica o cirurgião.
Pessoas que tem pressão e colesterol altos, problemas de coração, diabetes, doença renal e histórico familiar de derrame, correm um risco maior de ter estenose da carótida. Outros comportamentos, como fumar, fazer uso de cocaína e consumir álcool em excesso também aumenta a possibilidade de surgimento da doença.
A prevenção é feita basicamente com atividade física e alimentação balanceada, evitando gorduras e bebidas alcoólicas em excesso. É recomendável verificar a pressão, pelo menos, uma vez ao ano, principalmente para aqueles que têm histórico familiar de pressão alta. A cada cinco anos, é preciso medir o nível de colesterol no sangue. Se houver alta nos índices, deve ser feito o tratamento e o monitoramento em intervalos menores.
O tratamento pode ser feito apenas com medicamentos que controlam acúmulo de gordura nas artérias e suas complicações. Em casos mais graves, essa retirada pode ser feita através de cirurgia.
Fonte: www.angiomedi.com.br
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