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terça-feira, 15 de abril de 2014

VIAGENS PROLONGADAS. COMO POSSO PREVENIR TROMBOSE?

Drº Antônio Carlos de Souza ensina como se prevenir
Pessoas que fazem longas viagens estão suscetíveis a terem uma embolia pulmonar, que é a interrupção do fluxo sanguíneo para os pulmões e pode levar à morte por asfixia.
O problema pode surgir quando o passageiro permanece sentado por muito tempo na poltrona do veículo, comprometendo sua circulação sanguínea.
Como o coração bombeia o sangue até os pés, que retorna pelas veias que ficam nas pernas, podem surgir coágulos no sangue, que ao se acumularem, obstruem uma artéria, causando a chamada trombose venosa.  Seu agravamento pode deslocar um coágulo até o pulmão, causando uma embolia no local.
Os primeiros sintomas podem aparecer até 3 dias depois da viagem, sendo que os principais são: dores torácicas, falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, palidez, ansiedade, sensibilidade e inchaço na perna.
Para o diretor da clínica ANGIOMEDI, Antônio Carlos de Souza, é preciso atenção após uma viagem muito longa. “Ficar atento aos primeiros sinais da doença é um passo importante para um tratamento promissor, já que 80% dos sintomas costumam passam despercebidos pelo doente”, explica o especialista.
Para evitar a trombose venosa, que afeta cerca de 2,5 milhões da população mundial e pode evoluir para uma embolia pulmonar em cerca de 10% desses portadores, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV),  siga essas orientações:
  • Levante-se e ande no corredor do veículo (quando for um avião, ônibus ou trem) a cada duas horas;
  • Use roupas largas e confortáveis para viajar;
  • Procure se sentar em lugares mais espaçosos, onde seja possível mexer as pernas;
  • Exercite-se a cada uma hora, flexionando e estendendo os pés e dobrando os joelhos;
  • Beba bastante líquido, evitando o consumo excessivo de álcool;
  • Evite medicamentos para dormir, já que eles podem impedir você de levantar e andar durante a viagem.
Caso a trombose seja diagnosticada, o tratamento será realizado com medicação anticoagulante para os casos mais leves. Já para os casos graves, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para a desobstrução da artéria doente. 
Fonte: Angiomedi

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